Neste tempo de paralisia digital, mesmo sem comunicar-me dedilhei algumas reflexões.
Ao resgatarmos anualmente as datas comemorativas procedemos como guardiões das nossas tradições, sem vergonha de sermos repetitivos e melancólicos.
Como é delicioso viver outro dia dos namorados e vasculhar as gavetas da memória encontrando as mesmas repletas de sensações e sentimentos que habitam este período inesquecível de um casal. As comemorações, os presentes, as lembranças e os esquecimentos que promoveram choros de tristeza e alegria.
Uma caixa de papeis da primeira caixa de bombom, o porta jóia repleto das rosas secas do primeiro ramalhete de rosas vermelhas, aquelas que revelaram o “estou apaixonado”, mas não sei dizer, só sei repetir o “eu também”.
Existem histórias que ficam para nós como exemplo, e quando penso em amor eterno recordo meus pais. Eles que, a cada viagem, cantarolavam um para o outro como que se declarando a cada verso e revivendo as lembranças recuperadas em cada melodia. Estas canções eram repetidas recheadas das sensações que só habitavam as lembranças deste casal,apesar de nós entoarmos juntos sem conhecê-las usufruíamos das mesmas e éramos cúmplices de sua existência e fieis à sua perpetuação.
Pretendo continuar escrevendo uma história de amor, que provoque nos meus descendentes o mesmo encantamento que a história de meus pais desperta a cada lembrança.
Um amor eterno se escreve com carinhos e atenções diárias …não deixe de vivê-lo.
Cante a cada dia ..
….se vc quer ser minha namorada a que linda namorada você poderia ser….
….o meu amor tem um jeito manso que é só seu….
Meu coração, não sei por que , bate feliz quando te vê e os meus olhos ficam sorrindo e pelas ruas…
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