Nesta rua, nesta casa , nesta sala, neste quarto, neste carro tem uma criança……habita a infância.

Nesta Rua

Se esta rua se esta rua fosse minha

Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu para o meu amor passar

Nesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque eu te quero tanto bem

Uma criança é um ser humano no início de seu desenvolvimento.

A infância é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o décimo-primeiro ano de vida de uma pessoa. É um período de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual crescimento da altura e do peso da criança – especialmente nos primeiros três anos de vida e durante a puberdade. Mais do que isto, é um período onde o ser humano desenvolve-se psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa e na adquisição das bases de sua personalidade.

 

A infância assim definida é da cultura ocidental? Oriental?

Dos povos de qual etnia?

Margaret Mead concluiu que a passagem da infância à adolescência na Samoa era uma transição suave e não estava marcada pelas angústias emocionais ou psicológicas, e a ansiedade e confusão observadas nos Estados Unidos.

Definir, estudar, fazer da infância teses e mais teses, publicações e mais publicações será a soluçao para esta infancia que esta residindo no bosque da solidão.

A Solidão dos Shoopings, dos parques de entretenimento, dos cinemas com babás, das esquinas a vender doces e a mais triste solidão, aquela promovida por uma mãe que coloca o filho como traficante e usuário de crak antes dos 12 anos , ou seja na infância.

Qual a carência das famílias do nosso tempo?

Carentes somos de tempo, tempo de desligar o rádio do carro e cantar a caminho do colegio, cantigas.As mesmas,não tem problema, a criança gosta, ela quer aprender a vida com alegria.

Esta semana assisti e até participei de um momento de uma família, que apesar de estar no Shooping, estava “curtindo a infância do filho cantando …robou pão na casa do João,  ……quem foi? E a criança olhou para mim e disse ….Foi ela… e me apontou com aquela feição adornada de um sorriso maroto e desafiador que só um rosto de criança realmente feliz pode externar.

Contar histórias, cada dia uma ou todos os dias a mesma , não tem problema, o saudável é a troca de idéias e reações que trocamos com uma criança quando lemos uma:

  • Fábula (do latim- fari – falar e do grego – Phao – contar algo)
    Narrativa (de natureza simbólica) de uma situação vivida por animais, que alude a uma situação humana e tem por objetivo transmitir certa moralidade.
    Nascida no Oriente, vai ser reinventada no Ocidente pelo grego Esopo (Séc. VI a.C.) e aperfeiçoada, séculos mais tarde, pelo escravo romano Fedro (Séc. I a.C.) que a enriqueceu estilisticamente. Entretanto, somente no século X, começaram a ser conhecidas as fábulas latinas de Fedro.
    Ao francês Jean La Fontaine (1621/1692) coube o mérito de dar a forma definitiva a uma das espécies literárias mais resistentes ao desgaste dos tempos: a fábula, introduzindo-a definitivamente na literatura ocidental. Embora escrevendo para adultos, La Fontaine tem sido leitura obrigatória para crianças de todo mundo.
    Podemos citar aqui algumas fábulas de La Fontaine: “O Lobo e o Cordeiro”, “A Raposa e o Esquilo”, “Animais Enfermos da Peste”, “A Corte do Leão”, “O Leão e o Rato”, “O Pastor e o Rei”, “O Leão, o Lobo e a Raposa”, “O Leão Doente e a Raposa”, “A Corte e o Leão”, “Os Funerais da Leoa”, “A Leiteira e o Pote de Leite”. Para quem as inventa, a fábula é um jogo de raciocínio. Um jogo ágil e lógico, cujo resultado é um ensinamento.
  • Contos de Fadas ….ah que mundo encantador e mágico recheado de encantamento e conduzindo o leitor e o ouvinte pelos  caminhos da “fada”  – - – –fatum (destino, fatalidade, oráculo)- que sempre possui o mesmo inicio… Era uma vez e que nas horas mais tenebrosas lembramos que vai terminar com o….e foram felizes para sempre.
  • E muitos outros gêneros literários que são passaporte para viagens a mundos desconhecidos como aqueles assinados por Malba Tahan “O Pó de Pirlimpimpim” de Monteiro Lobato para as fantásticas histórias de  Sherazade.Ela  que  foi uma das mulheres do sultão árabe Sheriar. O sultão tinha o hábito de casar-se todos os dias com uma nova mulher e, no dia seguinte, mandava matá-la. Sherazade, ao casar-se com o sultão, contou-lhe uma história e a interrompeu na melhor parte. O sultão, que gostava muito de histórias, deixou-a viver para ouvir a continuação na noite seguinte. E assim passaram-se mil e uma noites, até que o sultão resolveu não matá-la mais. As mais conhecidas são: “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”, “Simbad, o marujo” e Aladim e a Lâmpada Maravilhosa”.
    Espelhando-se em Sherazade os pais constroem uma   infância para seus filhos compilando histórias e poesias como os contos maravilhosos de  As Mil e Uma Noites e envolva a infância num período que encaminha para o final feliz.

E por falar em final feliz, amanhã minha filhota Tico estará juntamente com Homerinho realizando o início de ….Foram felizes para sempre e todos nós faremos parte deste momento inesquecível e irrepetível.

Beijos torrenciais e até ….o próximo era uma vez….

http://soulchic09.blogspot.com/2009/08/dicas-punta-cana-1.htmlhttp://denizze.sites.uol.com.br/

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