- 06 de agosto de 1910 nasce Adoniran Barbosa
- 06 de agosto de 1969 falece Theodor Ludwig Wiesengrund Adorno
- 06 de agosto de 1928 nasce Andy Warhol

Esta canção de Noel, sambista carioca foi a primeira música cantada pelo sambista paulista Adoniram Barbosa e fale de….
Filosofia
Composição: Noel Rosa
O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia
“Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir”.
René Descartes
O poeta brasileiro reverencia as palavras de Descartes e faz uma crítica a diferença social que produz os “dessemelhantes”.
“O amor é a capacidade de perceber o semelhante no dessemelhante”.
Este filósofo adorna as nossas reflexões, como partícipes de um momento que é presente e que continua carente de educação.
“Para entender o pensamento de Adorno em relação à Educação, é importante compreender as críticas que ele faz à indústria cultural, vista como a responsável por prejudicar a capacidade humana de agir com autonomia. O tema foi tratado pela primeira vez em 1947 no livro A Dialética do Esclarecimento, que ele escreveu em parceria com Max Horkheimer (1895-1973), também da Escola de Frankfurt. Os autores explicam que a consciência humana é dominada pela comercialização e banalização dos bens culturais – fenômeno batizado posteriormente de “semiformação”.
“Adorno afirma que há um processo real na sociedade capitalista capaz de alienar o homem das suas condições de vida”, explica Rita Amélia Teixeira Vilela, doutora em Educação pela Universidade de Frankfurt e professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). É nessa discussão que está a chave para entender a crítica adorniana à escola: para o autor, a crise da Educação é, na verdade, a crise da formação cultural da sociedade capitalista como um todo. Na opinião dele, o problema da Educação está no fato de ela ter se afastado de seu objetivo.
Numa escola em que impera a banalização do conhecimento, o aluno é induzido a deixar de ler com profundidade as principais obras literárias, por exemplo, dando lugar à absorção de apenas alguns trechos necessários para responder aos exercícios escolares. “São repassados nada mais do que conhecimentos fragmentados e o trabalho pedagógico está somente orientado para conseguir a aprovação em exames e um diploma”, afirma Rita Amélia. Seria a famosa “decoreba” de respostas prontas, em vez do estímulo ao raciocínio.
Ao ler este fragmento sobre Adorno verifico que ele atribui à educação a causa para a dessemelhança e para as atuais escravidões a que se submete o homem atual.
Uma das escravidões é o fotografar sem parar, com máquina, com celular mas sem a luz do vivenciar.
Todos querem viver intensamente, rapidamente e sem aprofundar um tiquinho nos “porques e paraques” do nosso dia a dia.O homem registra na fotografia o momento que parece feliz , para depois fazer a releitura de algo que não existiu mas que pareceu ser profundamente inesquecível.
Acredito que a fotografia assim como a educação precisam ter um papel menos passageiro e que sirvam de ferramentas para uma aprendizado à luz da razão e do coração, do nascer ao por do sol.
E para alinhavar e deixar mais um ponto e muita linha na agulha deste D’(e)ivagar reverencio este artista, que descobriu sua vocação quando estava confinado à cama, desenhando, ouvindo rádio e admirando imagens de estrelas de cinema, que colecionava, distribuidas ao redor de sua cama. Warhol, que descreveu esse período como muito importante no desenvolvimento da sua personalidade, do conjunto de suas habilidades e de suas preferências.
Com esta referência reverencio a minha filhota Adriana, que com muita criatividade e persistência de estudante de moda em busca da autonomia , utilizou a obra de Warhol em um de seus trabalhos de graduação.
Feliz final de semana e fotografe com moderação, filosofe com argüição e viva ……
Um beijão
Imagem:http://blocs.xtec.cat/ceipbernatdesclot/files/2010/01/andy-warhol-marilyn-monroe.jpg





















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