Posts Tagged ‘Vá d(i)vagar no final de semana’

Dia dos namorados

Sexta-feira, Junho 10th, 2011

Neste tempo de paralisia digital, mesmo sem comunicar-me dedilhei algumas reflexões.

Ao resgatarmos anualmente as datas comemorativas procedemos como guardiões das nossas tradições, sem vergonha de sermos repetitivos e melancólicos.

Como é delicioso viver outro dia dos namorados e vasculhar as gavetas da memória encontrando as mesmas repletas de sensações e sentimentos que habitam este período inesquecível de um casal. As comemorações, os presentes, as lembranças e os esquecimentos que promoveram choros de tristeza e alegria.

Uma caixa de papeis da primeira caixa de bombom, o porta jóia repleto das rosas secas do primeiro ramalhete de rosas vermelhas, aquelas que revelaram o “estou apaixonado”, mas não sei dizer, só sei repetir o “eu também”.

Existem histórias que ficam para nós como exemplo, e quando penso em amor eterno recordo meus pais. Eles que, a cada viagem, cantarolavam um para o outro como que se declarando a cada verso e revivendo as lembranças recuperadas em cada melodia. Estas canções eram repetidas  recheadas das sensações que só habitavam as lembranças deste casal,apesar de nós entoarmos juntos sem conhecê-las usufruíamos das mesmas e éramos   cúmplices de sua existência e fieis à sua perpetuação.

Pretendo continuar escrevendo uma história de amor, que provoque nos meus descendentes o mesmo encantamento que a história de meus pais desperta a cada lembrança. 

Um amor eterno se escreve com carinhos e atenções diárias …não deixe de vivê-lo.

Cante a cada dia ..

….se vc quer ser  minha namorada a que linda namorada você poderia ser….

….o meu amor tem um jeito manso que é só seu….

Meu coração, não sei por que , bate feliz quando te vê e os meus olhos ficam sorrindo e pelas ruas…

CAFÉ, SEU SABOR E LEMBRANÇAS….

Segunda-feira, Abril 18th, 2011

Once upon a time…eu, menina de onze anos, brincava num tanquinho 3 por 5, nossa piscina ladeada pela esquerda por arbustos de um verde petróleo ornamentados por rubis, de um diâmetro aprovado e adorado pela maravilhosa Elizabeth Taylor a deusa de olhos de safira,
o grão do café.
Preconizo que o café não é sabor, odor e cor, ele está além do “agrega valores”.
A cultura adquirida por minha história é a de que o “must “ é preservar as colméias para que tenhamos:
• polinização……..do café;
• argumentações para nossas histórias.
Retorno às memórias daquela menina da piscina encantada e relembro o comentário do avô querido:
- Meu filho você acredita que “ o filho do Nelson” arrancou todos os pés de café da propriedade?
Eu, parei de brincar e indignada inquiri:_Como alguém pode fazer uma coisa destas?
Vovô respondeu:_Coisa de moço novo….
Ah que pessoa é esta que pratica um ato tão incompreensível….
Sem jamais entender esta atitude, eu cresci, me tornei uma moça, perdi o meu amado vovô e já com dezoito anos e num baile conheci “o filho do Nelson”e ele….o responsável por erradicar os pés de café, me conquistou e hoje, resido na fazenda inabitada por este rubi valioso, cheiroso e saboroso com o protagonista da minha indignação hahaha…. que adora bem de manhazinha uma xícara desta bebida apaixonante, revigorante e que participa de boas prosas e recepciona nossas visitas num bule, que pode ser de lata ou de prata, mas que possibilita a degustação deste néctar adoçado ou purinho… purinho….solito ou acompanhado
Este café transita na minha história e ao falar sobre ele me recordo de momentos deliciosos e preciosos.
Assisto-me deitada numa maca, depois de dar à luz ao meu filho, admirando com a boca cheia d’ água um médico degustando uma xícara de café e me dizendo como ele estava forte, saboroso e quente.
Revejo-me sentada nesta mesma maca, autorizada pelo querido tio Manoel, bebericando uma xícara deste inesquecível café que brindou a chegada de mais este tesouro que trouxe ao mundo.
Assistindo o esplendor desta lua cheia relembro outras histórias que o café me patrocinou e proponho a todos que façam o mesmo……é só começar e elas brotam recheadas das mesmas emoções.Beijos e tim… tim

Dia Mundial de Combate ao câncer

Sábado, Abril 9th, 2011

Mulher… mulher…. tem um privilégio…..  ser, estar e permanecer mulher.

Esta semana nós nos unimos para lembrar que, como mulher, estamos sujeitas a vários tipos de câncer. Esta designação genérica a qualquer tipo de tumor maligno deve ser diagnosticada no início e para isto é prudente  programar  exames preventivos.

Como mulher, aquela que não se deixou contaminar pelas conquistas e que apesar da orientação, escolha e maneira de viver, devemos  continuar sendo acolhedoras, prudentes, determinadas, cautelosas, delicadas, falantes, choronas, femininas, vaidosas, desconfiadas, insistentes,…….

Eta! mulherada é uma missão quase impossível ser , estar e permanecer mulher. A precisão consiste em nos prevenirmos do câncer físico e educarmos a nós mesmos e aos que nos rodeiam dos outros tipos de câncer que acometem os nossos dias e nossa cultura.

Ser mulher que permanece alerta é não ousar ignorar tantas outras variantes de câncer que tomam de assalto uma sociedade que não se previne contra:

  • O benedeto do preconceito que distancia os diferentes do convívio e que agrega manifestações discriminatórias contra pessoas, lugares, profissões, tradições, grupos sociais…..

Carimbar com estereótipos observando características de pessoas ou grupos sem conhecimento e baseados apenas nas aparências.

As diversidades trazem caminhadas para a convivência imantadas pelo prazer do acolher…..

  • O maledeto egoísmo.  “ Esse “câncer”, cega as pessoas das outras ao redor, fazendo com que não veja quem esta a tua volta, ou apenas fazendo com que não se interessem pelas causas do próximo.”Comenta Emille Correa.

Sobre este outro cancro que avança com a história da mulher, suas derrotas e conquistas verifica-se que o exclusivismo é o responsável por esta descendente de Eva manter-se incapaz de admirar as conquistas ou se compadecer das necessidades das que a cercam.

Ah… dona Egoísta, por que não ouvir a outra e ter a coragem de se sensibilizar com o seu problema?…por que não olhar para trás e verificar  que não é a única que sofre tudo e sabe tudo ? Enxergar, respeitar e compartilhar as alegrias e tristezas do outro conferem a mulher determinação, cautela e delicadeza. Consulte suas atitudes e pense quem foi vítima do meu egoísmo?…a hora do altruísmo é agora….

Como versa o Tremendão

Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!

Parir não é prá macho… só nossa fragilidade de mulher nos confere esta dádiva, mas retire do dia a dia de mãe a cobrança por este feito…isto é egoísmo.

Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça…

Fingir-se submissa não é ser falsa é permanecer pescoço tendo o homem como cabeça e sabendo elogiá-lo pelo seu feito….isto não é egoismo.

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção…

Deixe-se ser decantada…..a cada dia que nos abrimos para o amor devemos conter características mais apuradas e encorpadas….sem nos sentirmos atingidas pelo preconceito contra a fragilidade da mulher…

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés…

Meninas….somos mais responsáveis do que parecemos….portanto atuemos como mulher…sem egoismo…. sem preconceito…sem…..desamor.

Beijos Vânia

Imagem:elementais.com.br

É verdade????!!!!!?????????????

Sexta-feira, Abril 1st, 2011

O nosso Pedro Malasarte ,com suas façanhas , que pensamos ser nascido pelos interiores do Brasil, teve sua origem na Idade Média e ele, o tipo caipira defendia os humildes dos senhores feudais. As histórias deste mito repletas de artimanhas e astúcias povoam o imaginário de europeus e brasileiros amantes de um bom causo e de uma mentira prá lá de …….

“Pedro Malasartes queria pregar uma peça no alfaiate Jeroboão. Disse então que um velho alfaiate contara-lhe um segredo que tornaria rico e feliz o alfaiate que o conhecesse. Pedro disse ainda que só poderia contar esse segredo em público. Jeroboão, mais que depressa, enviou cartas para todos os alfaiates e costureiras do país, convidando-os para se reunirem em sua cidade.


Dentro em pouco não havia mais lugar em nenhuma hospedaria da cidade. As casas dos alfaiates e costureiras locais também estavam repletas.
No grande dia, armaram-se barraquinhas na praça principal da cidade e todos comeram e beberam por conta do segredo que os tornaria ricos e felizes. No meio da praça havia um alto palanque e, por volta das seis horas da tarde, quando o dia já ia morrendo e começavam a cair as primeiras sombras da noite, ali subiram Pedro Malasartes e Jeroboão.
Foram longamente aplaudidos pela grande multidão que enchia a praça, de barriga cheia e a cabeça razoavelmente confusa pelo vinho.
Então Pedro Malasartes tomou a palavra:
- Meus caros amigos, que manejam com tanta habilidade a tesoura e o dedal, a agulha e a linha, mestres do carretel!
A estas palavras seguiram-se longos e entusiasmados aplausos.
- Não estou aqui para lhes ensinar como se manejam essas coisas, pois estão fartos de saber – continuou Pedro Malasartes, quando as palmas cessaram. – Meu caro amigo Jeroboão, aqui no meu lado, mandou-lhes as amáveis cartinhas que receberam convidando-os a se reunirem aqui, porque temos um maravilhoso segredo a lhes revelar. É um segredo ouvido da boca de um homem na hora da morte, e que lhes será muito útil daqui por diante.
Fez-se silêncio total na praça.
- Sabem o que ele me disse? – prosseguiu Pedro Malasartes – Vou-lhes repetir com suas próprias palavras: “Nunca se esqueçam de dar um nó na ponta da linha depois de a ter enfiado na agulha.”

• ….simples e recheada de lição, pois a mentira está na promessa de ganhar muito dinheiro, mas a lição da história estaciona na atenção que devemos ter permanentes, em nossas atividades, nas ações mais simples da nossa profissão.

“Órfão de pai, Malazarte viu morrer sua mãe, ficando muito triste. Mas, sendo ardiloso por natureza, do próprio cadáver quis aproveitar e ganhar mais dinheiro. Saiu com ele e escondeu-o nuns capins, perto de um pomar. O dono desse pomar era homem rico e violento, tendo comprado uma matilha de cachorros ferozes para a defesa das frutas. Ao anoitecer, Malazarte levou o corpo da velha e sacudiu-o por cima da cerca. Os cachorros acudiram imediatamente ladrando e mordendo. Nesse momento, Malazarte começou a gritar pelo dono do pomar, e quando este apareceu acusou-o de haver assassinado sua mãe, velhinha inofensiva que entrara no sítio para apanhar um graveto de lenha. Sabendo da ferocidade dos cachorros, Malazarte correra para impedir mas já chegara tarde. O dono do pomar, cheio de medo, pagou muito dinheiro e ainda encarregou-se de enterrar a velha com toda a decência.”

• …..engenhosa e enfeitada de dignidade pois a todos é dado o direito de morrer com decência.
A mentira é uma verdade, quando se encontra submersa em intenções nobres e ingênuas.

Se tivermos um dia de mentirosos justiceiros seremos nobres por ideal pelo querer o bem dos menos hábeis .
Ah que bom reler Malazarte, aquele que meu avô e meus tios exemplificavam como o pensador dos sofisticados homens adeptos da SIMPLICIDADE.
Feliz dia da mentira e muitas verdades para desvendarmos juntos.
Feliz dia da mentira e até …..chuvas de beijos… e leia Pedro Malasarte by Pedro Bandeira.

http://www.contandohistoria.com

Imagem:entrelinhasdaescrita.blogspot.com

Seresteiros e Serestas

Sexta-feira, Março 25th, 2011

É muito prazeroso ligar a TV pela 6ª feira de manhã e assistir o SARAU, sob a batuta de Chico Pinheiro. Ele leva da poesia à música, ele traz a música, pura sem preconceito, sem eira nem beira e com a eira e a beira do bom gosto de quem sabe ouvir, relembrar e sentir-se vivo a partir de uma obra de arte denominada música e ou poesia.

Ah    Serenata, segundo os dicionários é “um concerto à noite, ao ar livre, mas também pode ser nome de certas melodias simples e graciosas. Não se trata propriamente de um modalidade musical, mas de uma forma interpretativa ou de um conjunto instrumental destinado a acompanhar pelas ruas e estradas um cantor solista.”

Eu compilo no meu currículo a grata satisfação de ter sido a musa de serenatas e posteriormente, na minha história, fui a seresteira que pela s ruas de Cajuru homenageou figuras célebres como Dona Doca, Sr. Vírgilio, Dona Elza e tantas outras pessoas que sabem o que é escutar com emoção uma serenata.Esta que, particularmente, comemora o aniversário  desta charmosa “boca da mata”.

“Seresta é como que uma corruptela de serenata e afirmam os autores que foi introduzida entre nós pelos negros e mulatos.”

“No entanto a palavra serenata vem do castelhano serenada, de serenos, já sendo conhecida em nossa terra desde 1717. “É o que se deduz da nota de certo viajante francês que a registrou quando passou pela Bahia. “À noite outra coisa eu não ouvia senão os tristes acordes de um violão. Os portugueses vestidos de camisolões com o rosário a tiracolo, a espada nua debaixo daquelas vestes e armados de violão passavam sob as janelas de suas damas e em tom de voz ridicularmente terna cantavam modinhas que me faziam lembrar a música chinesa ou as nossas “gigas” da Baixa Bretanha.

Em Cajuru entoa-se na carroceria de um caminhão. O piano que dedilha o hino Ah estão chegando as flores, ah nesta manhã …..tão linda…abre esta madrugada de cores e flores.

É interessante verificar que o guru do Rock in Rio está montando seu evento recriando a sede do jazz, Nova Orleans. Mesmo não sendo o jazz considerado o pai da seresta. Ao representar esta capital do jazz com suas  esquinas e calçadas no festival e tendo  salpicadas suas ruas pelos  seresteiros –teremos  encantadas as noites e madrugadas deste festival.

O homem cria e recria, os amantes desta poesia dedilhada ou orquestrada que passa  de 1717 até hoje, com a mesma emoção, por inovações sem perecer sua característica –a sensibilidade de quem sabe  a homenagear e o lirismo do seresteiro que solta sua voz que ecoa nas esquinas.

Não posso deixar de relembrar as serenatas que me foram oferecidas, em Ribeirão, em Batatais, e até pelas terras das Minas Gerais.

As serestas deveriam ser tombadas e exigidas nas madrugadas para remeter o homem aos mais puros e límpidos despertar, sem susto e com todos os espaços preenchidos pelas melodias do coração.

Peça licença e deixe de ganhar tempo correndo numa esteira e sai em uma caminhada, cheia da adrenalina produzida por quem sabe fazer o outro feliz e surpreso.

Faça uma serenata e complete o seu currículo tendo como experiência, a motivacional de fazer-se  seresteiro pelo menos por uma noite.

Beijocas da seresteira Vânia.

Imagens :

bruxinhaalegre.blogspot.com

elfikurten.blogspot.com

Outono…..

Segunda-feira, Março 21st, 2011

é tempo de ouvir os poetas e deixar o coração e a razão se equilibrem e esperem que as folhas das dúvidas, sem solução, mudem de cor, dêem um colorido de sobriedade e elegância à natureza, para que com  tranquilidade possam, estas dúvidas, caírem e ao retornarem para a terra mãe colocarem adubo no solo do amadurecimento.

Porque o outono desperta a criação dos poetas?

“Uma névoa de Outono o ar raro vela

Uma névoa de Outono o ar raro vela,

Cores de meia-cor pairam no céu.

O que indistintamente se revela,

Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.

Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.

Mas entre mim e ver há um grande sono.

De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,

Mas se for outro, porque é amanhã,

Terei outra verdade, universal,

E será como esta”

Fernando Pessoa

“CANÇÃO DE OUTONO*

O outono toca realejo

No pátio da minha vida.

Velha canção, sempre a mesma,

Sob a vidraça descida…

Tristeza? Encanto? Desejo?

Como é possível sabê-lo?

Um gozo incerto e dorido

de carícia a contrapelo…

Partir, ó alma, que dizes?

Colhe as horas, em suma…

mas os caminhos do Outono

Vão dar em parte alguma!”

Mário Quintana

Acredito que despertam os poetas para dizerem para nós o que devemos ouvir e viver.

Feliz e elegante outono…….

Quer compartilhar esse post com suas amigas, desejando-as um feliz início de semana? Clique no título da matéria, que ao final da mesma aparecerão os links do twitter, facebook..

Imagem: prolixaporamor.blogspot.com

Quem são eles?

Domingo, Março 13th, 2011

ALFAIATE, COSTUREIRA, SAPATEIRO……..SELEIRO

A extinção de uma profissão depende do referencial da idade, para muitos jovens, digo com mais de vinte anos apontam os datilógrafos como profissionais não encontrados, é claro que muitos ao assistir o escritor mirim da novela TiTiTi datilografando seu “best seller” visualiza, fora de um museu, uma máquina de datilografia, pela primeira vez.

Recordo minhas primeiras avaliações por mim “catadas a milho” na máquina preta da Cafeeira, e sendo eu atentamente observada pelo Sr. Dirceu, sócio de meu Pai, que com presteza veio em meu socorro, mas que  trabalho este ligeiro datilógrafo me deu,  sua velocidade era diretamente proporcional ao número de erros…

Outros, ao serem inquiridos para emitir considerações sobre misteres invalidadas pelo desuso, restabelecem algumas carreiras que vieram diretamente dos filmes assistidos nas telas do cinema ou nas telas de filmes motivacionais, como a do “ gladiador”.

Bem lembrado como profissional apagado das listas de contribuição para aposentadoria é o sombrio acendedor de lampiões.

Perambulando pelos ofícios que elencam como raros hoje em dia deparamos com engraxate, costureira, alfaiate, afiador de facas e tesouras……

Atenta a este rol, percebo que todos eles demoram mais tempo para terminar sua obra e neste mês dedicado a São José, reconhecido como padroeiro dos artesãos, reflito se estas ocupações não podem ser enquadradas como arte, pois evocam a técnica e a habilidade , que chamamos de dom.

Este modo de vida  só é respeitado se esta carreira subir no “Just in time” e render uma belíssima conta bancaria.

Caso ela se estabeleça na mesma esquina por mais de cinco décadas e não tenha passado por inúmeras “reciclagens” para dinamizar sua empresa será um museu vivo de uma figura lendária.

Ao assistir o tempo presente, através das redes de informações, renovo a esperança de que o homem ainda não é medido só pelo que possui. Estas novas gerações, cansadas dos Shoppings, das coisas iguais, que liberam o tempo para novas atividades, encontram prazer em buscar elementos manuseados por estes misteres e voltam a tirar seus fones de ouvido, entrar em lojas de vinil, passando depois pelo sapateiro da esquina que no tempo recorde de uma semana ou mais transformará a mala de couro do brechó em uma mochila para seu notebook. Daí entra na costureira ou no alfaiate e experimenta a sensação de ter seu corpo espetado pelo alfinete que trará para o seu tamanho aquela vestimenta que o torna único em meio aos demais.

Nesta pachorra relembro a figura de um profissional na alfaiataria, que era exímio músico e que nas horas vagas escrevia sobre histórias de pessoas, que contribuíram para colorir seus dias e as conversas em seu alpendre, onde atendia alunos de todas as escolas, que a pedido de seus professores  entrevistariam o PROFESSOR VÍRGÍLIO LANDISLAU ARENA sobre os mais diversos assuntos.

Tenho a petulância de citar “Seu Virgílio”, porque pela leitura de  seu livro “Juro que é verdade” conhecemos um “mister” extinto, o “contador de histórias”, aquele que apresenta para crianças e jovens não só profissões extintas , mas elas encarnadas em seres humanos ímpares atuando em histórias incomuns .

Aproveito para lembrar meu marido, nosso “Forest Gump”, que apresenta aos filhos através de suas histórias figuras e profissões, que povoam os dicionários e a história da humanidade, e sua s atitudes nobres ou isentas de brio, altivas ou medíocres, sublimes ou notáveis, distintas ou comuns mas sempre recheadas pela alegria de ter este fiéis ouvintes e pelos finais inusitados.

E por falar em profissão rara José, meu marido  relembra a história do antigo e sábio ou “sabichão” seleiro do tempo de seu pai,início do século passado quando todos  “dirigiam veículos” de quatro patas, que se a sela não fosse de qualidade  sofriam com as nádegas doloridas, como lembra Seu Vírgilio em seu conto “Peripécias de um Noivado”.

Este  atinado seleiro foi interpelado pelo receoso assistente que revelou ter vendido uma sela a um cliente fiel,mas que  havia esquecido de anotar na caderneta quem era o comprador.

Diante do problema o seleiro respondeu que colocasse para todos os clientes o valor da sela, pois os que não tivessem comprado reclamariam.

Ai todos fazem a pergunta:

__ e ai quantos reclamaram?

__ só um….

Meu beijo aos “Vintages

Imagem: umloucoapensar.blogspot.com

Ah ! As belezas do Brasil! O ideal ou o real?

Segunda-feira, Fevereiro 28th, 2011

Este Brasil que é conhecido apenas pelo Rio de Janeiro (que faz aniversárioa amanhã) e pela “Rain Forest”. Ambos, realmente são ímpares, um eu conheço e é maravilhoso.
É crianças eu vi, esta “cidade Maravilhosa”assistida do mar, tira o fôlego, uma beleza atrás da outra, de “carreirinha”…
De um navio pude permanecer em estado de graça por todas as paisagens que “degustei”.

Em comemoração ao dia do turismo (2/03), falarei do Brasil que conheço,  estive e constatei, me encantei e voltaria sem dúvida…
Lá pelo o Nordeste, visitei o Brasil de Porto de Galinhas, aquele porto onde os escravos eram comercializados e para não burlar a Lei colocavam os mesmos e galinhas para comércio numa praia lotada de maravilhas …eis a praia maravilhosa.


Lá pelas bandas do nosso “Far West” deparamos com o Pantanal, que não vislumbrei, mas nadei, vi, e me encantei com BONITO. Como disse Alan ….Amazing….peixes, cores, temperaturas, vidas…..e não posso deixar de falar dos sabores…eis a vida em água doce maravilhosa.


O Sul me levou até a organização, limpeza, língua, a capacidade de adequar a beleza tropical à cultura do norte( do planeta Terra) e lá amei a cultura e resiliência dos “Oktoberfestianos” de Blumenau.


Que vontade de falar mais , citar minhas viagens pelo meio deste país, pelas Minas Gerais da história, maravilhosa, cheirosa, saborosa e contagiante, o Goiás das Águas Quentes, das cidades out lets que expõem suas cores e sabores nas ruas e nas rodovias.

Chic recordar a ponte que divide duas cidades , Ara Garça de Barra do Garça, a cidade de Mato Grosso que freqüenta a capital Goiânia como sendo sua e que no tórrido clima possui uma “termas de Águas Quentes” badaladíssima.


É…urge que comemoremos os cem anos de nosso brasileiríssimo Policarpo Quaresma, filho da mente de Lima Barreto e que como afirmaram :
“Errava quem quisesse encontrar nele qualquer regionalismo; Quaresma era antes de tudo brasileiro. Não tinha predileção por esta ou aquela parte de seu país, tanto assim que aquilo que o fazia vibrar de paixão não eram só os pampas do Sul com o seu gado, não era o café de São Paulo, não eram o ouro e os diamantes de Minas, não era a beleza da Guanabara, não era a altura de Paulo Afonso, não era o estro de Gonçalves Dias ou o ímpeto de Andrade Neves ─ era tudo isso junto, fundido, reunido, sob a bandeira estrelada do Cruzeiro.”
Viva para todos que como meu Avô Oscar me falava como Policarpo e me fazia amar este país.
Leia e transite pelo Brasil. Coma jerimum, feijão de corda,“petit pois”,e…..pratique a arte de ser Brasileiro.

Beijos da Vânia brasileira com muito orgulho.
“Completa-se em 2011 cem anos que o escritor fluminense Lima Barreto trouxe a lume, por meio de folhetins, o livro Triste Fim de Policarpo Quaresma.”
Bom fim de férias e Beijocas virtuais e vive o real e o ideal, não dói e faz feliz….

http://semcontinuacao.wordpress.com/2011/02/21/100-anos-depois-e-o-mundo-continua-dividido-entre-o-ideal-e-o-real/

Imagens:

flickr.com

brasilturismo.blog.br

litoraldesantacatarina.com

buscapeviagens.com.br

aguaboanews.com.br

Língua mãe

Sábado, Fevereiro 19th, 2011

Ah! o homem, este lá pelos idos do início de sua história seguia pelas veredas com seus membros dianteiros no chão e à medida que sua postura foi tornado-se ereta temos a notícia de nosso ancestral o homo erectus, este mesmo homem iniciou uma caminhada sem volta…
É… pois é… este hominídeo possibilitou que o ar passasse e por um sistema fonador e emitisse sons e ai a comunicação se concretizou, com a emissão, transmissão e recepção de mensagens.
Como esta evolução aconteceu e o homo sapiens – homem sábio!?!?!?- ocorre a divisão e desta conhecemos o homo sapiens sapiens e nos continentes oriundos da “Pangéia” eles se separaram, evolucionaram, transformando hábitos, modificando agrupamentos e alterando a linguagem, sua forma mais contundente de comunicação.


Homem,homem, homem, você eterniza na sua história as situações de Babel e Pentecostes só com a utilização desta ferramenta tão poderosa que é a língua:
• órgão que articula os sons da voz;
• conjunto de palavras e expressões faladas e escritas por um povo ou nação.

A língua mãe do nosso povo ou nação, reconhecida como Brasil, é o português, língua que imprimiu emoção nas baladas de amor compiladas nos livros chamados cancioneiros, enveredou pela prosa baseada nas lendas celtas, passeou pelas crônicas de Fernão Lopes, consolidou com a dramaturgia de Gil Vicente, floresceu com a poesia de Camões, fundiu a poesia e a dramaturgia com Almeida Garret, resvalou no expoente da crítica ao costumes do romancista social Eça de Queirós, ………navegou até “os modernos Fernados Pessoas”e ancorou em José Saramago.
Esta nossa língua mãe, riquíssima de verbetes, unificada pelas regras vigentes para todos os povos que dela se utilizam, consegue provocar em seus usuários mensagens de Babel e de Pentecostes.

Ah! Os descendentes dos sapiens sapiens conseguem articular a língua e proferir palavras que ceifam o sonho de uma professora e de maneira econômica e incisiva determinam: _Reprovada, está obesa, protagonizando a Babel contemporânea.

Ah! sapiens sapiens, ainda bem que esta mesma língua une pessoas de várias classes sociais, que passam por diferentes problemas e dificuldades entoando um único samba enredo, tecido por palavras que cantam as beleza de um tema, que evidencia a Pentecostes das passarelas.
Reverencio todos os filhos desta língua portuguesa que colhem as palavras para semear o bem estar de si mesmo e dos que os leem ou escutam.

Imagem: estranho-mundo-de-tin.blogspot.com

 

Antropofagia

Sexta-feira, Fevereiro 11th, 2011

“Foi como se esperava,  um notável fracasso a récita de ontem na pomposa Semana de Arte Moderna, que melhor e mais acertadamente deveria chamar-se Semana de Mal – às Artes.”

Folha da Noite

16 de Fevereirode 1922

Reportagem :Atividade jornalística  que abrange apuração , investigação, interpretação, de informações  e redação de texto final, edição de imagens etc…

O homem tem a liberdade de ver, ouvir, participar sem comungar das mesmas opiniões, portanto pode relatar, criticar, analisar, julgar, apreciar, censurar e até acusar, condenar ou defender um fato e seus autores.

Esta profissão de repórter esta presente no nosso dia a dia e a análise que eles fazem e a leitura que nos transmitem deve ser respeitada, mas também nos é dado o dever de concordar ou discordar.

Acredito na superação, na mudança, na ideia, na vontade do homem de buscar novos rumos para suas criações.

Antropófago, que ou aquele que come carne humana, se vislumbrarmos este conceito no lado do muro dos artistas da época da Semana de Arte Moderna observamos o endógeno vindo para o exógeno. Ouvi um depoimento que os artistas queriam buscar o que havia de mais transparente no interior da criatura, degustar e gerar  sua obra sem rebuscar, sem tempero mas com o sabor da irreverência e autenticidade.

…”O meu verso é bom

Frumento sem joio.

Faço rimas com

Consoantes de apoio.”…

Os sapos

Manoel Bandeira

A Semana, de três dias ou 89 anos fica descrita nos livros, relembrada nas aulas e representada nos acervos.

Aba(homem) poru(que come)

Semana de Arte Moderna

13,15 e 17de fevereiro de 1922

Esta semana nos coloca diante de fatos incrivelmente antagônicos.

Ela foi patrocinada pelos fazendeiros do café, mas aconteceu para “assustar a burguesia que cochila na glória de seus lucros”.

Nosso cotidiano apresenta-se repleto de fatos, de oportunidades e de expectativas, se não cuidarmos para mobilizar verdadeiras mudanças acompanhadas de alegres motivações seremos repórteres de uma vida insossa repleta de medos e inconformismos quando o que almejamos é ter uma vida plena.

Beijos virtuais e uma pomposa semana e se for de São Paulo ou for a São Paulo visite a Casa de Guilherme de Almeida.