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O alfaiate com ou sem administrador?

Sábado, Setembro 4th, 2010

A história é usada para levar o homem a pensar. Como verbalizou o poeta Vinicius de Moraes ,quando escutou letrados pregarem que ele havia deixado a poesia para compor músicas, que tudo é poesia.

Assim também os contos, as histórias, as lendas de diferentes épocas e diversos pontos do planeta, quer sejam transmitidos oralmente, por figuras, através de textos ou qualquer outra forma de comunicação tem implícita uma mensagem, um ensinamento ou um refrescante divertimento.

Alfaiates são protagonistas de diversos contos, antigos ou contemporâneos, pois conviviam e convivem com as pessoas, que ao procurá-los querem que sua vestimenta seja um holofote que os projete diante da sociedade que vive ou que anseia conquistar.

Procure você nesta internet, riquíssima de histórias o conto O Alfaiate e termine esta história recheada de ensinamentos.

Ao ler este conto gostaria de refletir que este nosso incansável e imbatível alfaiate deveria ter contratado um administrador de empresas, profissão que sobrevive por dar consultoria a todos os “bem dotados” que conseguem sair das crises, mas que antes de um piscar de olhos já se encontra nela novamente.

Neste artigo, me sinto feliz e orgulhosa  em homenagear, na figura de meu filho Nelson Augusto e de todos os seus amigos e colegas, que juntos terminaram a graduação pela 5ª Turma de  Administração de Empresas pela Facamp, no ano de 2008, todos os Administradores de Empresa.

A vida de todos vocês, meus filhos e amigos do Nelson, está no começo portanto cumpram com sabedoria os ensinamentos que ela escreve e ao  vivê-la atuem como:

  • Superintendentes das suas escolhas;
  • Governadores das suas decisões;
  • Dirigentes da empresa mais importante, a família que irão constituir;
  • Ministros do bem viver com amigos novos e aqueles que participam da sua história;
  • Ajudantes na conservação de “um lugar” saudável para vivermos, seus antecedentes e seus descendentes;
  • Servos de um Deus que pondera nossas ações;
  • Fornecedores de alternativas para os que buscam em vocês as soluções;
  • Conferencistas, no futuro de uma história digna de ser contada.

Parabéns a todos vocês e em especial a minha fiel leitora, a Juliana.

Ju, que você minha linda continue atenciosa, delicada e que tenha a certeza  que é muito querida por mim.

Beijos tecidos e administrados com o calor do sentimento da admiração.Vânia 2010

Bouquet

Sexta-feira, Agosto 27th, 2010

La Violetera

Sara Montiel

Como aves precursoras de primavera
en Madrid aparecen las violeteras
que pregonando parecen golondrinas
que van piando, que van piando.

Llévelo usted señorito que no vale más que un real
cómpreme usted este ramito
cómpreme usted este ramito
pa’ lucirlo en el ojal.

Música

Son sus ojos alegres, su faz risueña
lo que se dice un tipo de madrileña
me trae castiza que siento horná los ojos
que cauteriza, que cauteriza.

Llévelo usted señorito que no vale mas que un real
cómpreme usted este ramito
cómpreme usted este ramito
pa’ lucirlo en el ojal.

Música estrofa
cómpreme usted este ramito
cómpreme usted este ramito
pa’ lucirlo en el ojal

As “violeteras” são as precursoras da primavera.

Esta música é o recheio de minha infância.

1961 Sarita Montiel no Brasil, na televisão, todos esperando, eu podendo ficar depois do limite permitido pelo …  tá na hora de dormir, não espere mamãe mandar,um bom sono prá você e um alegre despertar …”reclame” que nos impedia de assistir os outros programas que seguiriam pois não eram permitidos às crianças, independente de ser novela , teatro ao vivo,musical ou filme.Possuíamos uma estratégia de burlar esta regra, fingir que dormia…

Mas neste dia, com permissão dos adultos esperava ansiosamente assistir Sarita Montiel em PB, mas com as cores, e odores da imaginação.

Dia de tomar guaraná caçulinha, dia abrir um pacote de bolacha maizena, cardápio que me era permitido por vovó Angélica  somente quando estava doente e em dias muito especiais, este era o dia, pois até papai e mamãe migraram da fazenda e se encontravam em Ribeirão para assistir Sarita Montiel que faria um show e cantaria, além da minha música favorita La Violetera, Aquarela do Brasil.

Esta é uma data inesquecível, pois dos longínquos 6 anos de idade alguns detalhes deste dia  me povoam a mente sem perder as emoções e as minúcias  daquela noite, que não permaneceram engavetados e adormecidos no inconsciente.

Apesar do doce de toda esta lembrança habita o amargo e a decepção de meus parentes ao constatarem que ela não estava cantando, era um play back, ou seja ela se auto dublava.Meu Deus, isto foi demais, ninguém se conformava, um dizia _Ainda bem que não fui.Outro proclamava_ É uma falta de respeito com o público.

Para mim estava tudo maravilhoso, eu assistindo esta linda mulher cantando esta música,  que eu cantava e todos admiravam.

Para falar de floristas, nada melhor do que homenageá-los, com esta canção que foi para as telas em um filme “La Violetera”, de 1958, é o filme desta diva  mais lembrado pelos espectadores daquela época e de todos os tempos para os amantes da sétima arte.

Presentear com um bouquet é também a atitude de levar para as pessoa as cores e os odores de uma natureza que reclama por cuidado e atenção.

Queridos colegas biólogos,não façamos como Sarita Montiel, o nosso desempenho de  biólogo não deve se deter em fazer passeatas e protestos enganando os que em nós confiam.

A atitude de educar pessoas e de formar “brigadas civis de combate aos incêndios” é a indicada para preservar o bouquet das árvores que ainda povoam este planeta e que não sobreviverão de passeatas mas de ações concretas de educação.As violeteras de hoje compram ramitos provenientes de estufas, mas as crianças de hoje talvez nao vejam os antigos bouquets que so a natureza pode montar, se  continuarmos “enfeitando Pavão” e “dublando” as ações de preservacão com blás… blás… blás….

Bouquet:

  1. (Antiquado) conjunto de árvores que formam um pequeno bosque.
  2. ramalhete, bouquet

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=2252

Nesta rua, nesta casa , nesta sala, neste quarto, neste carro tem uma criança……habita a infância.

Sexta-feira, Agosto 20th, 2010

Nesta Rua

Se esta rua se esta rua fosse minha

Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu para o meu amor passar

Nesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque eu te quero tanto bem

Uma criança é um ser humano no início de seu desenvolvimento.

A infância é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o décimo-primeiro ano de vida de uma pessoa. É um período de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual crescimento da altura e do peso da criança – especialmente nos primeiros três anos de vida e durante a puberdade. Mais do que isto, é um período onde o ser humano desenvolve-se psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa e na adquisição das bases de sua personalidade.

A infância assim definida é da cultura ocidental? Oriental?

Dos povos de qual etnia?

Margaret Mead concluiu que a passagem da infância à adolescência na Samoa era uma transição suave e não estava marcada pelas angústias emocionais ou psicológicas, e a ansiedade e confusão observadas nos Estados Unidos.

Definir, estudar, fazer da infância teses e mais teses, publicações e mais publicações será a soluçao para esta infancia que esta residindo no bosque da solidão.

A Solidão dos Shoopings, dos parques de entretenimento, dos cinemas com babás, das esquinas a vender doces e a mais triste solidão, aquela promovida por uma mãe que coloca o filho como traficante e usuário de crak antes dos 12 anos , ou seja na infância.

Qual a carência das famílias do nosso tempo?

Carentes somos de tempo, tempo de desligar o rádio do carro e cantar a caminho do colegio, cantigas.As mesmas,não tem problema, a criança gosta, ela quer aprender a vida com alegria.

Esta semana assisti e até participei de um momento de uma família, que apesar de estar no Shooping, estava “curtindo a infância do filho cantando …robou pão na casa do João,  ……quem foi? E a criança olhou para mim e disse ….Foi ela… e me apontou com aquela feição adornada de um sorriso maroto e desafiador que só um rosto de criança realmente feliz pode externar.

Contar histórias, cada dia uma ou todos os dias a mesma , não tem problema, o saudável é a troca de idéias e reações que trocamos com uma criança quando lemos uma:

  • Fábula (do latim- fari – falar e do grego – Phao – contar algo)
    Narrativa (de natureza simbólica) de uma situação vivida por animais, que alude a uma situação humana e tem por objetivo transmitir certa moralidade.
    Nascida no Oriente, vai ser reinventada no Ocidente pelo grego Esopo (Séc. VI a.C.) e aperfeiçoada, séculos mais tarde, pelo escravo romano Fedro (Séc. I a.C.) que a enriqueceu estilisticamente. Entretanto, somente no século X, começaram a ser conhecidas as fábulas latinas de Fedro.
    Ao francês Jean La Fontaine (1621/1692) coube o mérito de dar a forma definitiva a uma das espécies literárias mais resistentes ao desgaste dos tempos: a fábula, introduzindo-a definitivamente na literatura ocidental. Embora escrevendo para adultos, La Fontaine tem sido leitura obrigatória para crianças de todo mundo.
    Podemos citar aqui algumas fábulas de La Fontaine: “O Lobo e o Cordeiro”, “A Raposa e o Esquilo”, “Animais Enfermos da Peste”, “A Corte do Leão”, “O Leão e o Rato”, “O Pastor e o Rei”, “O Leão, o Lobo e a Raposa”, “O Leão Doente e a Raposa”, “A Corte e o Leão”, “Os Funerais da Leoa”, “A Leiteira e o Pote de Leite”. Para quem as inventa, a fábula é um jogo de raciocínio. Um jogo ágil e lógico, cujo resultado é um ensinamento.
  • Contos de Fadas ….ah que mundo encantador e mágico recheado de encantamento e conduzindo o leitor e o ouvinte pelos  caminhos da “fada”  – - – –fatum (destino, fatalidade, oráculo)- que sempre possui o mesmo inicio… Era uma vez e que nas horas mais tenebrosas lembramos que vai terminar com o….e foram felizes para sempre.
  • E muitos outros gêneros literários que são passaporte para viagens a mundos desconhecidos como aqueles assinados por Malba Tahan “O Pó de Pirlimpimpim” de Monteiro Lobato para as fantásticas histórias de  Sherazade.Ela  que  foi uma das mulheres do sultão árabe Sheriar. O sultão tinha o hábito de casar-se todos os dias com uma nova mulher e, no dia seguinte, mandava matá-la. Sherazade, ao casar-se com o sultão, contou-lhe uma história e a interrompeu na melhor parte. O sultão, que gostava muito de histórias, deixou-a viver para ouvir a continuação na noite seguinte. E assim passaram-se mil e uma noites, até que o sultão resolveu não matá-la mais. As mais conhecidas são: “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”, “Simbad, o marujo” e Aladim e a Lâmpada Maravilhosa”.
    Espelhando-se em Sherazade os pais constroem uma   infância para seus filhos compilando histórias e poesias como os contos maravilhosos de  As Mil e Uma Noites e envolva a infância num período que encaminha para o final feliz.

E por falar em final feliz, amanhã minha filhota Tico estará juntamente com Homerinho realizando o início de ….Foram felizes para sempre e todos nós faremos parte deste momento inesquecível e irrepetível.

Beijos torrenciais e até ….o próximo era uma vez….

http://soulchic09.blogspot.com/2009/08/dicas-punta-cana-1.htmlhttp://denizze.sites.uol.com.br/

A Filosofia e a fotografia se encontram em…..

Sexta-feira, Agosto 13th, 2010
  • 06 de agosto de 1910  nasce Adoniran Barbosa  
  • 06 de agosto de 1969 falece Theodor Ludwig Wiesengrund Adorno
  • 06 de agosto de 1928 nasce Andy Warhol

 

Esta canção de Noel, sambista carioca foi a primeira música cantada pelo sambista paulista Adoniram Barbosa e fale de….

Filosofia

Noel Rosa

Composição: Noel Rosa

O mundo me condena, e ninguém tem pena 
Falando sempre mal do meu nome 
Deixando de saber se eu vou morrer de sede 
Ou se vou morrer de fome 
Mas a filosofia hoje me auxilia 
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga 
Que a sociedade é minha inimiga 
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia 
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia 

“Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir”. 

René Descartes

 O poeta brasileiro reverencia as palavras de Descartes e faz uma crítica a diferença social que produz os “dessemelhantes”.

“O amor é a capacidade de perceber o semelhante no dessemelhante”.

 Theodore Wiesengrund Adorno 

Este filósofo adorna as nossas reflexões, como partícipes de um momento que é presente e que continua carente de educação.

“Para entender o pensamento de Adorno em relação à Educação, é importante compreender as críticas que ele faz à indústria cultural, vista como a responsável por prejudicar a capacidade humana de agir com autonomia. O tema foi tratado pela primeira vez em 1947 no livro A Dialética do Esclarecimento, que ele escreveu em parceria com Max Horkheimer (1895-1973), também da Escola de Frankfurt. Os autores explicam que a consciência humana é dominada pela comercialização e banalização dos bens culturais – fenômeno batizado posteriormente de “semiformação”.
“Adorno afirma que há um processo real na sociedade capitalista capaz de alienar o homem das suas condições de vida”, explica Rita Amélia Teixeira Vilela, doutora em Educação pela Universidade de Frankfurt e professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). É nessa discussão que está a chave para entender a crítica adorniana à escola: para o autor, a crise da Educação é, na verdade, a crise da formação cultural da sociedade capitalista como um todo. Na opinião dele, o problema da Educação está no fato de ela ter se afastado de seu objetivo.

Numa escola em que impera a banalização do conhecimento, o aluno é induzido a deixar de ler com profundidade as principais obras literárias, por exemplo, dando lugar à absorção de apenas alguns trechos necessários para responder aos exercícios escolares. “São repassados nada mais do que conhecimentos fragmentados e o trabalho pedagógico está somente orientado para conseguir a aprovação em exames e um diploma”, afirma Rita Amélia. Seria a famosa “decoreba” de respostas prontas, em vez do estímulo ao raciocínio.

Ao ler este fragmento sobre Adorno verifico que ele atribui à educação a causa para a dessemelhança e para as atuais escravidões a que se submete o homem atual.

Uma das escravidões é o fotografar sem parar, com máquina, com celular mas sem a luz do vivenciar.

Todos querem viver intensamente, rapidamente e sem aprofundar um tiquinho nos “porques  e paraques” do nosso dia a dia.O homem registra na fotografia o momento que parece feliz , para depois fazer a releitura de algo que não existiu mas que pareceu ser profundamente inesquecível.

Acredito que a fotografia assim como a educação precisam ter um papel menos passageiro e que sirvam de ferramentas para uma aprendizado à luz da razão e do coração, do nascer ao por do sol.

E para alinhavar e deixar mais um ponto e muita linha na agulha deste D’(e)ivagar  reverencio este artista, que descobriu sua vocação quando estava confinado à cama, desenhando, ouvindo rádio e admirando imagens de estrelas de cinema, que colecionava, distribuidas ao redor de sua cama. Warhol, que descreveu esse período como muito importante no desenvolvimento da sua personalidade, do conjunto de suas habilidades e de suas preferências.

Com esta referência  reverencio a minha filhota Adriana, que com muita criatividade e persistência de estudante de moda em busca da autonomia , utilizou a obra de Warhol em um de seus trabalhos de graduação.

Feliz final de semana e fotografe com moderação, filosofe com argüição  e viva ……

Um beijão

Imagem:http://blocs.xtec.cat/ceipbernatdesclot/files/2010/01/andy-warhol-marilyn-monroe.jpg

Arte que não é arte é…

Sexta-feira, Agosto 6th, 2010

 Tudo que conceituamos por Belo vem a ser :

  • Agradável quando lemos que, lá pelos idos de 1953, numa picola cidade da diocese de Ribeirão Preto, o bispo Dom Luis do Amaral Mousinho presidia, em 14 de março, data do aniversário desta cidade de Batatais, a benção  das catorze telas de Portinari desta nova Igreja Matriz  – Senhor Bom Jesus da Cana Verde – num acontecimento de repercussão internacional. 

 Porém se torna desagradável ler que “O quadro “A Sagrada Família”, de Cândido Portinari, exposto na igreja do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, em Batatais (352 km de São Paulo), foi atacado por cupins. A obra, de 1951, pertence aos trabalhos sacros do pintor e é avaliada em US$ 4,5 milhões (R$ 10,3 milhões).” 

  • Perfeito ao atestar que foi no ano de meu nascimento – 1955 – que Portinari recebe a medalha de ouro concedida pelo Internacional Fine-Arts Council de Nova Iorque, como o melhor pintor do ano. No ano seguinte, conclui a pedido do governo brasileiro os painéis da Guerra e Paz. Estão no hall de entrada dos delegados do edifício sede  da ONU,emNovaIorque.
  • Bárbaro quando, ao relembrar minha infância em Batatais, me assisto diante da Via Sacra de Portinari, durante a Missa do Galo e armazeno na memória aquele momento como uma imagem de vt que não há nada que apague.

 

  • Aprazível ao reler na minha história  que estas obras de Cândido Portinari eram tão importantes para mim a ponto da aluna Vânia insistir que Miss Margareth, diretora de uma das escolas que estudei em RP-Vita et Pax-  levasse à Batatais os alunos para contemplarem este cenário que habitava a minha memória deste a infância .

 

  •  Bonito comparecer novamente num passado próximo e me assistir “driving Miss Adriana”(minha filha blogueira)que como parte de seu ofício na arte da moda é aquela “fruta que não cai longe do pé” (como diz nosso amigo Adir Leonel)e busca, na obra deste meu artista de tão longa data, inspiração e formação.

 

  • Excelente que a vida tenha me proporcionado  atuar no  papel de diretora de uma escola o que me possibilitou  acrescentar, não só em meus filhos, mas nas inúmeras pessoas que comigo conviveram, o prazer inenarrável de visitar a terra de Portinari, admirar sua obra,conhecer sua história, ler seus versos,pisar no seu mundo e até se atrever a “reler” seu Santo Antonio.

 Tatuar nas memórias, com uma encantadora harmonia, este amigo de meu tio Anselmo Testa e que é o único brasileiro no catálogo “Raisonné” é uma arte que me eterniza.

O que faço hoje não é ser nostálgica, mas sim constatar que a felicidade, não  aquela que descreve Arnaldo Jabor  na sua coluna do Estadão como “uma felicidade dinâmica e incessante ,cada vez mais confundida com consumo, como uma “fast-food” da alma”, mas a felicidade mobilizada pelo  recordar -do latim re-cordis tornar a passar pelo coração- e que eternamente viverá em todos que comigo viveram, vivem e viverão.

Esta arte tão conceituada e discutida, este jeito, maneira, sutileza, modo, norma, regra, método, ofício, dom, faculdade de expressar o que se vê, se sente, se deseja e se deixa para a eternidade foi assim definida por Portinari no Livro dos Abraços de Eduardo Galeano:

Definição da arte

Portinari saiu — dizia Portinari. Por um instante espiava, batia a porta e

desaparecia. Eram os anos trinta, caçada de comunistas no Brasil, e Portinari tinha se exilado em Montevidéu.

Ivan Kmaid não era daqueles anos, nem daquele lugar; mas muito tempo

depois, ele espiou pelos furinhos da cortina do tempo e me contou o que viu:

Cândido Portinari pintava da manhã à noite, e noite afora também.

— Portinari saiu — dizia.

Naquela época, os intelectuais comunistas do Uruguai iam tomar posição

frente ao realismo socialista e pediam a opinião do prestigiado camarada.

— Sabemos que o senhor saiu, mestre — disseram, e suplicaram:

— Mas a gente não podia entrar um momento? Só um momentinho.

E explicaram o problema, pediram sua opinião.

— Eu não sei não— disse Portinari. E disse:

— A única coisa que eu sei e o seguinte: arte é arte, ou é merda.

        Bravo!!!!!!

Este brasileiro das Américas vivente do planeta Terra não assistiu de um belvedere, mirante ou terraço a vida “passar em brancas nuvens” a cultivou intensamente e para nosso deleite, eternizou-se em suas obras.

Vivam a arte do beijo e beijem muiiiito seus papais, mamães, filhotes, amigos e sejam realmente felizes.

Os caminhos da saúde da civilidade

Sexta-feira, Julho 30th, 2010

Ao deitar assisto repórteres que vivem a difícil missão de procurar notícias que elevam o ibope da emissora e que para isso precisam evidenciar a conduta de jovens cuja profissão é uma das mais antigas e que hoje acontece assessorada pelo uso de drogas.

Acordo e me deparo com um dos primeiros noticiários da manhã cujo apresentador de cabelos brancos, atestado de sua sabedoria e anos de dedicação, confidencia seu inconformismo diante desta civilização, dizendo que não possuímos deficientes físicos mas deficientes cívicos.

Abro o jornal e leio no seu primeiro bloco que temos eleição e que os candidatos precisam ter FICHA LIMPA, mas que um grande número dos candidatos é milionário em decorrência de sua carreira política.

E indispensável que os votantes tenham saúde para ver, ouvir e decidir em um pleito eleitoral quem está apto a administrar um pais com seus estados  e fazer dele uma nação.

Dia 30 de julho no Brasil é o Dia Nacional da Saúde.

Um dia, numa praça e assistindo a uma apresentação de balet da incansável, dedicada e sonhadora  Marta Menta,  conversava eu com um médico que proferiu a seguinte afirmação:

_ Um povo com educação apresenta-se como uma população com saúde.

Eu tenho o orgulho de ter recebido o título de cidadã da cidade que conquistou o PRIMEIRO LUGAR na avaliação do IDEP e que possui uma Santa Casa que resiste ás dificuldades por ter cidadãos que se dedicam a sua conservação.

Apesar destas duas raridades citadas e de saber que o administrador de Cajuru, João Ruggeri, sua esposa e secretária da educação Isabel Ruggeri e a maioria dos seus colaboradores trabalham para sanidade cívica deste município também não ignoro que cada município depende do estado e da nação para ter saúde cívica.

Como sabemos é a experiência que confere aos homens sabedoria e para isso procurei ler sobre o que pensa sobre o tema “Se eu fosse candidato…” um escritor de 89 anos que tem a coragem de ser conhecido apesar do reconhecimento.

Ele evidencia sua vida pessoal, filosofia, futuro e morte e outros temas no livro lançado este mês, Meu Caminho, recheado de longas entrevistas concedidas a Djénane Kareh Tager.

Na minha busca encontrei um texto que foi escrito por Edgar Morin em 2007 e tomo a liberdade de enfatizar alguns trechos para nossa reflexão:

Caras concidadãs e caros concidadãos, devo primeiramente lembrar que a França nem vive em um recipiente fechado nem em um mundo imóvel.”

 O Brasil também é digno da mesma constatação.

Indicarei a via de uma política de civilização que ressuscitaria as solidariedades, faria recuar o egoísmo e, mais profundamente, reformaria a sociedade e nossas vidas. De fato, nossa civilização está em crise. Aonde chegou, o bem-estar material não trouxe necessariamente o bem-estar mental, do que são testemunhos os consumos desenfreados de drogas, ansiolíticos, antidepressivos, soníferos. O desenvolvimento econômico não trouxe o desenvolvimento moral.”

Em todas as notícias que nos chegam através dos meios de comunicação sobre o que acontece no Brasil atestamos este parágrafo de Morin.

Mas como Morin diz se faz urgente que vivenciemos a via de uma política de civilização que ressuscite a solidariedade .

Esta solidariedade deve ser mobilizada pela autêntica definição desta palavra :

  • Dependência mútua entre os homens.
  • Sentimento que leva os homens a se auxiliarem mutuamente.
  • Direito Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras.

Para Telma Lilia Mariasch

“Nosso horizonte é o delineamento de um conceito de solidariedade que

sirva como guia e indicador de ações solidárias.

A “solidariedade por convivência” visa a transformação estrutural da

sociedade, consolidando uma nova ética que se manifeste em todas as relações

micro-políticas do cotidiano, promovendo o agenciamento de processos de

singularização e efetivando a ação articulada em um projeto político. Porque

o ser não apenas vive, ele “con-vive, vive-com”, dando ao conceito de “solidariedade” uma conotação que vai além da cooperação e a participação: a solidariedade torna-se constitutiva, ontológica.”

Essa “nova ética” e a saúde cívica são possíveis se as cidadãs e os cidadãos que concorrem a cargos públicos comungarem de uma frase simples mas digna de ser vivida em sua plenitude:

“Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível.”  

Jorge Luis Borges

 Uma chuva de beijos e um cotidiano recheado de ações solidárias.

Imagem: http://2.bp.blogspot.com

O melhor dos lugares e a melhor das idades

Sexta-feira, Julho 23rd, 2010

A casa está com as janelas abertas, uma brisa confere aos objetos inanimados, vida.

Observando cada móvel, bibelot, foto, livro aberto ou fechado, obras de arte nas paredes percebemos a personalidade da pessoa que no decorrer de sua vida colocou neste lugar o que para ela é aprendizado, lembranças, histórias, afetos,conquistas, recordações de momentos que só ela tem em sua memória e este cenário está pulsando e com a vitalidade de alguém que vive um presente e que irá completar cada coleção nas realizações futuras de sonhos não vividos.

Esta pessoa, pela sua idade já não visita o pediatra, pois não é um Benjamim Button, tem como médico um especialista em geriatria.

Ela não representa o perfil de idoso dos entrevistados do Dr. João de Souza Filho.

“Num questionário informal que fizemos, ao longo de nosso trabalho na área, com indivíduos de 20 a 40 anos, por ocasião de cursos, palestras, atendimentos de clínica, abrangendo os mais diferentes níveis intelectuais, sociais, culturais e étnicos, causou-nos surpresa o número de respostas “VERDADEIRA A AFIRMAÇÃO” (as opções eram: verdadeira ou falsa), de cerca de 91% de  entrevistados para as questões abaixo: 

1. O IDOSO PERDE A CAPACIDADE DE APRENDER.

 2. O IDOSO É INCAPAZ DE MEMORIZAR ALGO.

 3. A INTELIGÊNCIA DIMINUI COM A IDADE.

 4. O IDOSO PERDE TODA CAPACIDADE SEXUAL.

 5. A VELHICE É DOENCA.

 6. O IDOSO ESTÁ MAIS PERTO DA MORTE.

 7. O IDOSO NAO TEM FUTURO OU SONHOS.”

A sabedoria destes entrevistados precisa ser trabalhada com a leitura de textos como de Norma Emiliano no blog http://pensandoemfamilia.com.br/blog/tag/envelhecimento/

e com trabalhos como o citado por Norma : “Ontem, assisti um programa jornalístico que mostrava o interesse de um grupo de profissionais e voluntários de possibilitarem que crianças doentes e idosos asilados pudessem ser fonte de apoio mútuo.”

maoavo

É desde criança que construímos indivíduos que admiram e convivem com os idosos com a sabedoria da troca e com a consciência de que todos envelhecemos.

Beijos e construamos o nosso melhor lugar e nossa melhor idade.

Imagem:http://pensandoemfamilia.com.br/blog/tag/envelhecimento/

Em tempos de subjetividade como se encontra a amizade?

Sexta-feira, Julho 16th, 2010

Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe…
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

                                                                   Albert Einstein

Não há nenhum equívoco com relação a esta autoria, quem conhece este pai da tão falada teoria da Relatividade, mas pouco entendida, não pode imaginar que ele navegue por mares tão sublimes e com tamanha simplicidade e objetividade.

Somos contemporâneos  da intitulada Cultura pós moderna, onde a subjetividade – o elemento que caracteriza a atitude dos homens de todas as gerações- é rotulada como responsável por: 

“(…)marcas singulares na formação do indivíduo quanto a construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações.”

 O que precisamos é pesquisar dentro das nossas ações e encontrar uma resposta para  o que está acontecendo com as relações entre os homens das diferentes gerações e como as gerações anteriores nos deixaram exemplos de convivência horizontal e vertical por que não dizer elíptica e de que maneira estamos vivendo com as gerações atuais estes mandamentos do conviver?

Como educadora cultivei a autonomia de meus alunos, mas concomitante adubei entre eles os elos de uma amizade que é assim descrita por Vinicius de Moraes:

“Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações, pois boas lembranças, são marcantes,e o que é marcante nunca se esquece!

Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!

Esta subjetividade rima com:

  • liberdade de escolher as amizades com as quais não quero competir;

        Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
       Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
       Amigo a gente sente! 

  • profundidade de compartilhar com os frutos da amizade todos os momentos;
     

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

 

  •  maturidade  de saber a hora de falar e a hora de calar ;
  • Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
    Porque amigo sofre e chora.
    Amigo não tem hora pra consolar!

    Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
    Porque amigo é a direção.
    Amigo é a base quando falta o chão!

    • e validade para que o prazo para sua ação eficaz seja a eternidade.
    Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
    Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
    Ter amigos é a melhor cumplicidade!

    Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
    Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

                                                                      Machado de Assis

    Queridos e queridas a amizade deve ser celebrada sempre em verso e prosa  nos 365 dias do ano sem medo e reservas.

    Feliz final de semana e beijocas virtuais.

     

    Ode a Vinícius de Moraes

    Sexta-feira, Julho 9th, 2010

    Ouve O Silêncio

    Vinicius de Moraes

    Composição: Vinicius de Moraes / Claudio Santoro

    Cala
    Ouve o silêncio
    Ouve o silêncio
    Que nos fala tristemente
    Desse amor que não podemos ter

    Não fala
    Fala baixinho
    Diz bem de leve um segredo
    Um verso de esperança em nosso amor

    Não, oh, meu amor!
    Canta a beleza de viver!
    Saúda o sol e a alegria de amar
    Em nossa grande solidão

    Como dizem os poetas e os homens sensíveis que, como proclamei a semana passada, vivenciam cada dia com a emoção de ser o primeiro e o último e sem medo de engasgar com a degustação da dose de felicidade saboreada, os homens vão e sua obra permanece.

    Nesta semana, dia13 de Julho comemora-se o dia do Cantor e dia 15, o Dia Internacional do Homem.

    Com que prazer nos vestimos no blog para homenagear o homem e o cantor num só personagem. Peço licença para relembrar este poeta que há trinta anos não atravessa mais as ruas de Salvador ou caminha pelo Mercado Modelo acompanhado sempre de uma belíssima mulher, cena que minhas retinas registraram num verão tem mais ou menos  trinta e cinco anos.

    Declamar e cantar Vinícius fez parte da história da minha geração, que era irreverente, pois se atrevia a pegar o violão e, nas rodas de samba, sonhar que viveria sim um grande amor que literalmente seria eterno enquanto durasse.

    E hoje comprovamos que este homem, poeta e cantor rompe o silêncio e nos presenteia com uma letra inédita que está sendo musicada pelo seu antigo parceiro Edu Lobo.

    Nada como sair do silêncio com outra música que é um ode a este sentimento que nos faz arrepiar, sorrir, chorar, falar e silenciar e que permanece como argumento em toda obra de nosso poeta maior – Vinicius de Moraes-O AMOR     

    “é o amor que te fala
    É o amor que se cala
    E que despetala
    A flor do silêncio”.

    Nesta semana comemoramos em família duas datas de “feriado doméstico”.

    No dia 7 as bodas de Nácar – 31 anos em companhia com meu grande e verdadeiro amor e dia 8 os 17 anos de minha “rapinha do tacho”, a Ma, que conversa com vocês no Com outro aparato, com um profissionalismo de deixar sua mãe inchada de orgulho.

    Feliz Ano novo para minha filha amada  e para a Laurinha, que cursa jornalismo e que deve estar curtindo as férias lá pelas bandas de Brasília de  Minas. Para vocês o desejo de uma vida com uma carga pesadíssima de AMOR a moda de Vinícius.

    Uma pétala de amor com carinho de Vânia.

    Fechando a semana das escolhas

    Sexta-feira, Julho 2nd, 2010

       Quando acordamos todos os dias nos encontramos diante de um momento crucial:

    • viver mais um dia repetindo  ações que, de tão automáticas, se tornam insípidas e desprovidas de qualquer emoção ou
    •  vivenciar o aprendizado, neste intervalo de tempo denominado dia que é o  presente  recebido a cada nascer do sol, de  escolher os nossos atos que nos proporciona diferentes reações do fenômeno vida. 

     

    Os nossos ATOS podem nos PREMIAR ou CASTIGAR e só depende de nossas ESCOLHAS.

    Não e necessário ser profeta para saber que:

    A palavra prudência que é  moderação, cautela, serenidade e precaução ao agirmos nos imuniza desta característica da atualidade que é a violência

    Ao agirmos com cautela nas escolhas deixamos crescer entre os que “se tornam eternamente responsáveis por quem  cativa’ a saborosíssima 

           “Amizade que é, pois uma virtude extremamente necessária à vida. Mesmo que possuamos diversos bens, riqueza, saúde, poder, ainda assim, não será suficiente para nossa realização plena, pois nos falta a essencial e indispensável amizade.”

    Olhar para trás, pode parecer prudente, mas é ao nosso lado que estão os amigos, aqueles que permanecem e que nos nossos momentos são insubstituíveis.

    Todas as manhãs eu sou uma vivente que ao estabelecer suas escolhas preza por se divertir, distrair e regozijar  com as preferências, priorizando o comprometimento de praticar a justiça com retidão.

     Como bióloga por formação sou membro atuante do Relacionamento Sustentável que me faz cantar a cada manhã o refrão Começar de novo e contar…….vai valer a pena…..conhecido….vai valer a pena ter vivido.

    Beijos virtuais aos amigos que estão ao meu lado presencialmente e virtualmente.