As frases de caminhão soam como dizeres populares, mas no Brasil, que elegeu o transporte rodoviário como principal, imaginem quantas frases e mensagens poderiam ser difundidas pelas estradas.
Fazer inovações em frases de pára-choque seria, por exemplo, colocar uma destas frases:
“Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.”
“Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.”
“Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”
( Shakespeare )
Esta é uma alternativa para introduzir novidades na cultura dos caminhoneiros e seria vista como INOVAÇÃO e ela se mostra ainda mais digna do autor das frases se lermos as mesmas em um caminhão-baú que transporta o SONHO para uma platéia acordada.
Não Sonhos de uma noite de verão, mas Sua Incelença, Ricardo III.

- Que veículo é este?
- De onde saiu?
- Para onde foi?
- Quem e o que transportam?
Ele é o caminhão-baú que partiu de Natal com destino à Acari, leva instrumentos musicais, figurinos e cenários do grupo Clowns de Shakespeare, para uma apresentação na cidade de Acari ali no Rio Grande do Norte, perto de Currais Novos no Açude Público Marechal Dutra.
Esta matéria pode ser lida na coluna de Dib Carneiro Neto e em muitos outros veículos de comunicação, mas o inovador, é o sentimento dos espectadores e dos participantes desta proeza.
Inovar é renovar e Gabriel Villela, o diretor mineiro deste espetáculo, é exemplo desta ação e ele quando entrevistado por um programa sobre o Soldaddo e a bailarina, narra suas peripécias por ocasião da aquisição do figurino da peça. Ele deixa suas roupas para trazer os trajes que após serem “customizados”adornam o elenco da peça.
Eis um exemplo de “saber dar nova aparência a”, recompor e evocar uai .
Outro exemplo é da moradora de Acari, dona Jaécia, professora de português, que “pede a palavra e articula sua emoção, explodindo entre soluços e palmas e surpreendendo a todos os que ainda não confiavam no poder de arrebatamento da montagem: “Nunca vi uma coisa dessas em toda a minha vida, essa miscelânea de teatro e circo, essa linguagem formal de Shakespeare ecoando neste sertão. Não estou acreditando na dimensão disso que vocês vieram fazer aqui na vila.”
Ah! como seria prazeroso se pudéssemos todos brasileiros e habitantes deste planeta, ínfimo morador da galáxia, termos a oportunidade de viver este arrebatamento desta professora.
Um terceiro exemplo é deste “elenco, diretores e técnicos que fungam sem pudor. Descem do alto de suas sabedorias, apoiados em meses de leituras, estudos de teorias, ensaios técnicos no galpão fechado de Natal (sede do grupo), e desfrutam juntos o primeiro êxtase emocional do novo espetáculo que está nascendo em Acari. Plateia e artistas, cada qual se desvirginando a seu modo, desenham um momento mágico e inesquecível de interação entre teatro e vida.”
Num tempo no qual inovar se instala apenas como sinônimo de inventar coisas para facilitar o trabalho do homem, nada mais saudável para nós viventes deste tempo do que ser induzido, por esta leitura, a viver o verbete inovar como
Evocar:
Renovar uma lembrança.
Pôr novamente em vigor: renovar um costume.
Transformar: renovar a face da história.
Tratar novamente: renovar uma questão.
http://www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net/index_arquivos/Page756.htm
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,shakespeare-chega-ao-brasil-profundo,625930,0.htm
Evoque para ser único, viver uma vida única e rejuvenescer a cada amanhecer.
“Sócrates foi o primeiro a evocar a filosofia do céu à terra, deu-lhe a cidadania nas cidades, introduziu-a também nas casas e obrigou-a a ocupar-se da vida e dos costumes, das coisas boas e das más”
– Cícero
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